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quinta-feira, 10 de maio de 2012

EGITO ANTIGO – ARTE EGÍPCIA


   Está localizado no vale do Nilo e é dividido em Baixo Egito, região do Delta, e Alto Egito, região do Vale. Civilização de base agrária cultivava linho e cereais. Domesticavam o boi e o porco. O principal alimento era o pão de trigo ou de cevada e a bebida era similar a uma cerveja leve. A comida era servida no chão sobre esteiras. Os passeios de barco e a caça eram as diversões preferidas do povo egípcio. As roupas eram de linhos e eram guardados em arcas trabalhadas. Os egípcios desenvolveram um calendário com 12 meses de 30 dias cada e dividiram este ano em 03 estações. Eram elas: Inundação, vegetação e colheita.

Na administração, o líder da região era identificado com a religião. Os egípcios eram politeístas, assim, acreditavam em vários Deuses/Divindades personificados em aves e animais (ANTROPOZOOMÓRFICOS) . Possuíam 01 divindade para cada situação e acreditavam que elas interagiam e interferiam no dia a dia. O Faraó era considerado o Deus na terra, o Deus vivo e a centralização do poder se dava através dele. Os sacerdotes por sua vez, tinham o papel de fazer o elo de ligação entre os Deuses e o Faraó. Ele era considerado a encarnação de Hórus, Deus do Sol, que era representado por um corpo de homem, cabeça de falcão e roupa de faraó.

Uma outra divindade muito representada no Egito era Anúbis, Deus da morte, simbolizado por um chacal. As representações das divindades, bem como de seus poderes e domínios apareciam em pinturas e relevos, aplicados em papirus, paredes dos templos, palácios e pirâmides, além dos objetos de uso pessoal.As imagens produzidas no mundo egípcio seguiam o princípio o princípio da LEI DA FRONTALIDADE, que era representada numa alternância de posições , pois cada pormenor deveria ser desenhado na sua forma mais significativa, proporcionando maior legibilidade na representação. Assim podem-se ressaltar como principais características:

- ausência de volume e perspectiva pela falta de conhecimento sobre os efeitos de luz e
sombra.
- A cabeça, o nariz, pés e pernas de perfil.
- Os olhos, braços e troncos de frente.
- A mulher era pintada de ocre e o homem de vermelho.
- Cabelos e íris preto

A representatividade arquitetônica no Egito ficou por conta das estruturas funerárias, evidenciadas nas construções das mastabas e das pirâmides. As Mastabas eram destinadas a nobreza, as pirâmides aos Faraós depois da morte terrena. Elas revelam uma sociedade organizada e de forte poder centralizador. Além do grande domínio tecnológico, era a representação do encontro simbólico de Deus com o Homem.
As primeiras pirâmides eram escalonadas.





E as pirâmides da Dinastia IV eram lisas.

As pirâmides têm a forma de um triangulo Isóscele, que é dentre todas as figuras geométricas, a que mais equilíbrio e estabilidade nos transmite. Criada na Dinastia III pelo arquiteto Imhotep, valeu sua divinização.. As pirâmides mais famosas são: Quéops, Quéfrem e Miquerinos. Outro elemento arquitetônico do Egito eram os templos de seus governantes e neste destacam-se a presença de colunas que podem ser divididas conforme seus capitéis em:

- Palmiforme: flores de palmeira
- Papiroforme: flores de papirus
- Lotiforme: Flor de lótus




As esculturas egípcias representavam uma imagem estática Fiel ao Modelo. De caráter animista, estas se relacionavam sempre com o Faraó e aos cuidados para com ele em sua vida depois da morte. Assim, com o intuito de encontrar sua razão de eternização a estatuária egípcia era principalmente religiosa, pois a representação produzida de um Faraó ou Nobre por ela era considerada substituto físico da morte, ou seja, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Outra representação escultórica importante era a dos escribas, Aliás, ser escribas numa terra de analfabetos significava autoridade de dar formas
as leis e ordens aos soberanos.




Os baixos relevos, presentes nas esculturas arquitetônicas representavam as celebrações e tinham um caráter narrativo, sendo constantemente complementados com a escrita. Ela evidenciava o controle do reino e era representada através dos hieróglifos, uma forma de escrita pictográfica, onde cada sinal representava um objeto.




A arte egípcia celebrava a grandeza do reino, a majestade do Faraó e a ânsia pela
vida após a morte.

Bibliografia:

Battistoni, D.F. PEQUENA HISTÓRIA DA ARTE. Campinas: Papirus, 2001

Bassegoda, J.N. ATLAS DE HISTÓRIA DA ARTE. Rio de Janeiro, Ediciones Jover, 1977.

Oliveira M.R. e Queiroz, S.S. ARTE PRIMITIVA . São Paulo: CEETEPS-CETEC, 2005

______________Arte Egípcia. Imagens. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/
arteegipcia.html

quinta-feira, 26 de abril de 2012

STONEHENGE


STONEHENGE


Considerado uma das primeiras obras de arquitetura já registrada seu valor se dá tanto a questão artística quanto matemática e mística.
Monumento megalítico localizado em Sallisbury ao sul da Inglaterra nos dias de hoje é um sítio arqueológico  considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.
Os estudos até hoje realizados, datam o começo da construção do Santuário de Stonehenge como 3.100 a.C., período da Idade do Bronze na História da Arte. Não sabemos ainda que povo foi responsável por sua construção e nem ao certo qual era sua função. Alguns estudiosos acreditam que o mesmo foi construído para ser lugar de estudos astronômicos que regeriam nesta época o plantio e a colheita; outros mágicos e religiosos e até lugar onde peregrinos buscariam cura.
Considerado como Santuário Stonehenge teve 3 períodos construtivos:
- 1º período: Foram erguidos pilares de madeira cuja função era apropriar o local á prática dos cultos religiosos e funerário. Os arqueólogos encontraram cinzas provenientes da cremação de corpos deste período.
- 2º período: Os pilares de madeira foram substituídos por grandes pedras azuis transportadas da região de Gales ( mais de 25 km de distância). Estas pedras pesavam em média cerca de 4  toneladas
- 3º período: As pedras azuis foram derrubadas e substituídas por outras gigantescas (aproximadamente 25 toneladas). Neste período, foi concluída a disposição que conhecemos, ou seja, o Santuário ganha a forma de dois anéis que tem relação com os movimentos do sol e da lua.
A- Anel externo: aproximadamente 86 metros de diâmetro
B- Anel interno: aproximadamente 30 metros de diâmetro.
                                                 
As pedras do Santuário de Stonehenge possuem inscrições e desenhos de vários povos que passaram por lá e ainda hoje provocam dúvidas e interesse de artistas historiadores, arqueólogos e turistas que visitam o local a duas horas de Londres.

                            
Curiosidade:  O artista plástico Jeremy Deller abriu o Festival de Artes de Glasgow ( Escócia) com um réplica do Stonehenge em forma de pula-pula. A Obra de arte é uma  Instalação com o nome de SACRILÉGIO.
                          
Instalação:  uma expressão artística pertencente a arte contemporânea  (o termo surge na década de 60) que se caracteriza em linhas gerais, pela construção de certo ambiente em diferentes espaços. Os materiais e objetos diversos de natureza plástica ou conceitual relacionam-se tanto com o espaço e a construção nos quais a instalação é realizada, quanto com o próprio espectador (seu corpo ou ponto de vista). Para entendimento e apreensão da Obra é preciso percorrê-la, interagir e dialogar com ela.


Por: Prof.ª Leila Louzado


Bibliografia:
Discovery communications Inc.
Barsa Planeta.
WILSON, Colin. Atlas dos Lugares Sagrados. São Paulo: Editora Três.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ARTE RUPESTRE


Caro vestibulando,
Conforme combinamos, segue nosso primeiro período artístico para estudo. O período da arte rupestre que pertence a época pré histórica. Espero receber suas dúvidas.
Abraços a todos!
                                                           Prof.ª Leila Louzado 

ARTE RUPESTRE


Na tentativa de reconstruir a arte da humanidade, os estudiosos recorrem a conjuntos de elementos, de fontes históricas que correspondem a todo material que nos permite conhecer a vida artística do homem desde os seus primórdios.
            Assim, pode-se afirmar que existiram duas descobertas (ações) que facilitaram o desenvolvimento da arte na idade primitiva. A primeira (Homo Faber): o homem começou a usar as mãos, nasce então o homem que fabrica seus utensílios de caça e pesca. A segunda ( Homo Sapiens): foi a expressão, isto é, a linguagem e todos os recursos cognitivos que um homem utiliza para se comunicar com outro homem, surge então o homem que pensa.
            Chamamos a arte pré histórica de ARTE RUPESTRE e para maior compreensão destes primórdios da humanidade dividimos este período em fases distintas. Estas são:

1ª Fase: PALEOLÍTICO INFERIOR: conhecida como a idade da pedra lascada é considerada por muitos estudiosos como um período de arte menor. O homem era nômade, caçador e pescador e na arte retratava sua necessidade básica da sobrevivência, por este motivo é que consideramos como arte a produção de instrumentos com pedras lascadas utilizadas na caça e na pesca .

2ª. Fase: PALEOLÍTICO SUPERIOR: conhecido como a idade da pedra intermediária, cuja, muitos estudiosos o nomeiam como mesolítico. Período conhecido como arte maior marcam as primeiras manifestações da pintura e escultura. O homem foi primeiro escultor e depois pintor, dada a maior capacidade de abstração exigida pela pintura. Neste período a arte retrata cenas do cotidiano. Nasce a religiosidade como um SENTIDO MÁGICO que passa a reger os cultos da caça e seus extintos elementares de preservação e procriação.
A)- Escultura: Neste período aparecem figuras femininas volumosas bastante gordas  talhadas em marfim, ossos e pedras que estariam ligadas ao culto da fertilidade como símbolo de fecundação. No final do período aparece a representação de animais.

Ex: Vênus de Savignano                                              Vênus de Willendorf
                                     

B)- Pintura: Marcado pelo figurativismo realista, reproduzia a imagem na sua verdade visual, não deformando ou estilizando. Nas representações de animais, observa-se a lei da frontalidade, na qual os mesmos são vistos de perfil. O homem pré-histórico aplicava as tintas com as mãos, espátulas e pincéis rudimentares, quando não empregava a técnica pistolar, onde enchia a boca de tinta e soprava por um canudo de madeira ou ossos e produzia suas tintas a partir de argilas coloridas, sementes, sangue e excrementos de aves, além da cor preta que era obtida através da queima de ossos e madeiras. Os temas das pinturas eram dominação dos animais pela crença dos poderes mágicos.

3ª. Fase: NEOLÍTICO este período é conhecido como idade da pedra polida. O homem domestica seus animais e torna-se pastor e agricultor. Começa a traçar metas de organização, criam cerâmicas para guardar a colheita e constroem as primeiras manifestações arquitetônicas. Deixa de ser monista para ser animista.
A)- Arquitetura: marcada pelas construções palafíticas e  megalíticas. As construções palafíticas são habitações rústicas de madeira, reunidas em verdadeiras cidades erguidas sobre pilotis (estacas resistentes e enterradas no lago ou as margens dos rios). Os monumentos megalíticos são enormes construções de pedra toscamente lavrada utilizada nos cultos aos mortos por causa da crença da imortalidade da alma. Estes são:
MENHIR ou MENIR: blocos colocados verticalmente que são estátuas que representam divindades.

Ex: Menires de Carnac – França


CROMLECH ou CROMLEQUES: são menires dispostos em círculo, utilizados como observatórios astronômicos para o estudo do sol.
DOLMEN: são formados por duas pedras verticais que sustentam a terceira colocada horizontalmente . São túmulos, que mais tarde forma recobertos com terra, dando origem ao tumulus romano.

Ex: Domen de Gerona - Espanha

B)- Escultura: Os escultores aprendem a cozinhar o barro e cresce a atividade dos ceramistas, surgindo os vasos com motivos geométricos. Os artefatos tais como facas, raspadores e machados ganha polimento com areia molhada e grande escala de produção sendo utilizado como mercadoria de troca entre as aldeias.
C)- Pintura: Surge o geometrismo de tendência abstrata, com isso a pintura torna-se mais decorativa, observando-se uma completa revolução estilística. Neste período os pintores tendem agora a simplificar, esquematizar, geometrizar, substituindo, muitas vezes, as imagens visuais por símbolos e signos.

4ª Fase: IDADE DOS METAIS Surgimento da metalurgia. O homem  e o domínio do ferro, cobre e do bronze. Neste período as cidades se organizam, o arado puxado por bois é inventado, assim como, a roda e a escrita, através de criptogramas e ideogramas (conjuntos de desenhos que transmitem uma idéia).

Bibliografia:

Battistoni, D.F. PEQUENA HISTÓRIA DA ARTE. Campinas: Papirus, 2001

Bassegoda, J.N. ATLAS DE HISTÓRIA DA ARTE. Rio de Janeiro, Ediciones Jover, 1977.

Oliveira M.R. e Queiroz, S.S. ARTE PRIMITIVA . São Paulo: CEETEPS-CETEC, 2005

___________Pré História – História geral – Brasil escola. Disponível em: http://www.brasilescola.com/historiag/idade-metais.htm.

__________Pré história – História da arte. Imagens. Disponível em: http:// www.historiadaarte.com.br/arteprehistorica.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Linha do tempo – História da arte ( cronograma de estudos)


Os movimentos artísticos não começaram nem tão poucos terminaram com hora marcada. Por meio de estudos, nos dias de hoje, conseguimos traçar uma linha didaticamente viável para se estudar a História da Arte. Para tanto, utilizaremos como referência a linha da cronologia histórica.

Idade pré-histórica
- Arte rupestre
- Stonehenge


Idade Antiga
- Egípcia
- Grega
- Romana
- Paleocristã
- Bizantina


Idade Média
- Românica
- Gótica


Idade moderna
A idade moderna é separada em 2 vertentes: Era clássica e Era dos movimentos de vanguarda.

Era Clássica ( Bellas Artes)
- Renascimento
- Maneirismo
- Barroco
- Rococó
- Neoclassicismo
- Romantismo


Era dos movimentos de vanguarda
- Realismo
- Impressionismo
- Expressionismo
- Cubismo
- Fovismo ou Fauvismo
- Futurismo
- Pintura metafísica
- Dadaísmo
- Abstracionismo
- Concretismo
- Surrealismo


Idade contemporânea
- Pop Art
- Op Art
- Grafitty
- Art Naiff
- Interferência
- Instalação

No decorrer de nosso percurso, falaremos a respeito de cada movimento sempre especificando a estética, o contexto social, político e histórico em que se desenvolveu cada movimento artístico.
Este será nosso canal para que possamos tirar todas as dúvidas para o vestibular e aprender um pouco mais sobre a produção cultural de nossa sociedade.
Também contaremos com uma seleção de questões extraídas de vestibulares passados que ajudaram a fixar os conceitos dos movimentos abordados.
Sejam bem vindos ao nosso cantinho e bom estudo a todos!
                                                                                              Abraços da Prof.ª Leila